quarta-feira, 20 de julho de 2016

Catedral de Alexandre Nevsky (Alexander Nevsky) - Bulgária

A Catedral de Alexandre Nevsky está localizada na cidade de Sófia, capital da Bulgária.  Alexandre Nevsky foi príncipe, comandante militar, diplomata e grande líder russo da época medieval e ajudou a manter a identidade da igreja cristã ortodoxa durante um período conturbado por guerras. É considerado santo pelas igrejas ortodoxa e católica romana.
A construção da Catedral de Alexandre Nevsky, em Sófia, foi realizada com homenagem aos soldados búlgaros, russos, ucranianos, romenos, moldovianos e finlândeses que lutaram e morreram pela libertação da Bulgária do Império Otomano (1877-1878), após 5 séculos de dominação. Os recursos para a construção vieram do Estado búlgaro e de doações de cidadãos ricos.
 A catedral é a sede do patriarcado ortodoxo no país, sendo a maior edificação da igreja ortodoxa em todo o mundo, com capacidade para 5 mil pessoas e seu interior impressiona por sua decoração em mármore e por diversas pinturas de artistas búlgaros, russos e tchecos. O local foi quase totalmente destruído durante as duas guerras mundiais.
A igreja é um dos símbolos da cidade de Sófia, com suas cúpulas douradas, que podem ser vistas a distância.




                                                               Vista geral da catedral




                                                             Entrada principal da catedral



               Detalhe de pintura em mosaicos uma das portas laterais (São Jorge e São Nicolau de Sófia)




                  Detalhe de pintura em mosaicos de outra porta lateral (Santo Teodósio de Tarnovo)



                            Detalhe de pintura em mosaicos em outra porta lateral (Santa Helena, mãe do imperador Constantino )


                                         
                                                               Interior da catedral

                                                               
                                                             
                                                                   Interior da catedral




                                      Vista da catedral em meio a paisagem da cidade de Sófia
                                             

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Ateliê da Kazuri - Quênia

O ateliê, fábrica e loja da Kazuri é um dos locais interessantes de se visitar em Nairóbi, Quênia.
A palavra Kazuri significa pequeno e bonito, na língua swahili (língua nativa oficial falada no Quênia). O ateliê começou a funcionar em 1975, fabricando miçangas de argila feitas à mão.
A fundadora Susan Wood começou esse trabalho com duas mulheres africanas, mas em seguida muitas outras mulheres começaram a trabalhar na fábrica, muitas delas mães solteiras que precisavam de um emprego regular.
A Kazuri possui várias lojas, em diversos shopping centers de Nairóbi e outras cidades do Quênia, que vendem belíssimos colares, pulseiras, brincos e miçangas, todos feitos de forma artesanal e sustentável, empregando mão de obra extritamente local.
A fábrica e a principal loja funcionam nas antigas terras da dinamarquesa Karen Blixen, cuja vida foi tão bem retrata no  famoso Filme Entre dois Amores (Out of África), com Maryl Streep e Robert Redford.
Na visita à fábrica é possível acompanhar todo o processo de fabricação das miçangas, a pintura das mesmas e a montagem das peças (colares, pulseiras e brincos). A peças são líndíssimas, originais e com preços bastante acessíveis.




                                                     Vista geral do galpão da fábrica




                                                         Área de processamento da argila



                                                 Máquinas para o processamento da argila


                                                Fornos onde as miçangas são cozidas



                                            ateliê onde as miçangas são pintadas a mão



                                                                Entrada da loja




                                                             Interior da loja


                                                 Exemplo de colar com motivo de girafa




                                                  Exemplo de colar com miçangas coloridas


                                              Exemplo de colar com miçangas coloridas e formato de elefante

segunda-feira, 30 de maio de 2016

The David Sheldrick Wild Life Trust ( David Sheldrick Fundação de Animais Selvagens) - Quênia

Um dos projetos mais lindos e comoventes que já conheci na vida é o da Fundação de Animais Selvagens de David Sheldrick, localizada no Quênia, para o salvamento de elefantes (principalmente) e de outros animais selvagens cujo o destino se cruzem com os "anjos" que trabalham nessa entidade.
Fundada em 1977, pela Dra. Dame Daphne Sheldrick, em homenagem a seu falecido marido, David Sheldrick, que foi um dos responsáveis pela construção e o guardião do Parque Nacional de Tsavo, no Quênia.
Daphne Sheldrick, atualmente com 82 anos de idade, dedicou sua vida a salvar elefantes órfãos, que perderam suas mães mortas nas mãos de caçadores ou que sofreram algum tipo de acidente que ocasionou que o bebê elefante se perdesse de sua manada. No início de seu trabalho a Dra. Sheldrick não sabia como alimentá-los, pois eram dependentes de leite e nenhum tipo de alimento conseguia manter os bebês elefantes vivos. Mas ao longo de suas pesquisas, descobriu uma fórmula de leite, que mistura leite de côco e algumas polivitaminas, que foi um sucesso para a recuperação dos elefantinhos órfãos.
A fundação Sheldrick possui uma enfermaria/orfanato, localizada ao lado do Parque Nacional de Nairóbi, outras unidades em Ithumba e Voi, ambas no Parque de Tsavo e na floresta de Kibwezi .  A entidade possui equipes de salvamento para os animais, com helicóptero, avião de pequeno porte e camionetes que fazem o patrulhamento das áreas onde os elefantes vivem no Quênia, a fim de evitar que caçadores matem os animais para a retirada do marfim. Durante essas patrulhas, alguns animais são encontrados feridos ou em situação de verdeiro risco. Então a patrulha entra em campo para socorrer o animal ferido ou resgatar aqueles que estão, além de feridos, em situação de vulnerabilidade. Quando os bebês são encontrados sozinhos, sem suas mães e muitas vezes seriamente feridos e desnutridos, são levados para a enfermaria localizada em Nairóbi. Lá o bebê será tratado, alimentado e passará pelo menos 3 anos de sua vida para começar a se socializar com os demais bebês e a natureza. Após esse período na enfermaria, os elefantinhos são transferidos para uma das demais unidades da fundação, a fim de começar, aos poucos , o processo de re-introdução à vida selvagem. Nessas unidades o pequeno elefante poderá passar até cerca de 10 anos, para estar totalmente habilitado a voltar à vida selvagem, e isso o próprio elefante decidirá, quando se sentir a vontade para partir. Mesmo retornando a vida selvagem, é muito comum que o elefante volte sempre para visitar sua família humana ( seus cuidadores são considerados sua família), pois os elefantes realmente nunca esquecem uma bondade ou uma maldade recebida. Mais comum ainda é que as fêmeas, salvas pela fundação, voltem com suas manadas selvagens para darem a luz junto de seus cuidadores, pois se sentem a salvo ao lado deles. Essas fêmeas muitas vezes caminham centenas de quilômetros, para voltarem para a sua família humana.
O trabalho dessa entidade é tão sério que os cuidadores são realmente anjos na terra, pois eles chegam a dormir ao lado dos bebês, em suas baias, porque os bebês elefantes são muito sensíveis, muitas vezes sonham que estão sozinhos e abandonados e entram em profunda depressão, que pode ocasionar muitas vezes a morte do Animal! Daphne Sheldrick fez essa descoberta porque ela era muito apegada a uma elefantinha bebê e vice-versa, porém , ela precisou viajar por 4 dias para o casamento de sua filha e, quando voltou, a bebezinha tinha morrido de tristeza, pois pensou ter sido abandonada por Daphne. Por isso a senhora Sheldrick organizou esse sistema de que cada bebê tem seu próprio cuidador, mas que faz rodízio com outros cuidadores, para que os bebês não sofram em uma possível ausência de seu cuidador.
Além de salvar elefantes, a David Sheldrick Trust também resgata animais de outras espécies, como rinocerontes, girafas, porcos do mato e até mesmo avestruzes .
Atualmente a filha do casal Sheldrick, Angela, é a pessoa responsável por toda a coordenação desse lindo projeto, mantido exclusivamente com a ajuda de doadores e patrocinadores independentes, devido à idade avançada de sua mãe.
É possível visitar a enfermaria de bebês em Nairóbi e adotar um elefantinho. Com apenas 50 dólares por ano se adota um bebê elefante e pode-se  ajudar  a esse maravilhoso projeto. As visitas à enfermaria ocorrem diariamente de 11 as 12, impreterivelmente. É um passeio maravilhoso e educativo para quem tiver a oportunidade de levar seus filhos ao local.
Essa é a página deles : https://www.sheldrickwildlifetrust.org/index.asp
Seja você também um "pai adotivo" para um elefantinho, mais de 30 mil elefantes morrem na Àfrica por ano por causa do marfim! Não compre nada de marfim, não coopere com a morte desses animais inocentes! O trabalho dessa fundação é de extrema importância para a preservação dessa espécie, o elefante africano.


                                                                Placa na entrada




           Bebês tomando seu leitinho nessas mamadeiras durante o horário de visitação para o público.


                             Cada elefantinho consome cerca de 25 litros de leite por dia



Após a visita do público, os elefantinhos voltam para o Parque Nacional de Nairóbi, sempre em companhia de seus cuidadores.



Esse é Alamaya, o meu elefantinho adotado, e seu cuidador. Alamaya foi encontrado sozinho, em um buraco, atacado por hienas, que comeram seu rabo e órgãos genitais.



Esse era Simotua, elefantinho também adotado por minha família, morreu recentemente (não resistiu aos ferimentos internos), foi encontrado com graves ferimentos em uma pata e com esse buraco na testa, ocasionado por uma flecha envenenada que caçadores lançaram contra ele.



Os elefantinhos de menor idade dormem sempre com cobertores para tentar aplacar a falta do calor materno. A cama beliche ao lado é onde dorme seu cuidador todas as noites.



Essas são as irmãs Pea e Pod, avestruzes encontradas ainda bebê ao lado de um elefantinho ferido. Elas estão em processo para voltarem a natureza, mas ainda tem muitas dificuldades, pois não querem se separar dos elefantes, elas se acham parte da manada dos bebês elefantes.



                          Esse é um dos porcos do mato que vivem calmamente ao lado dos elefantes



Depois de passarem o dia no Parque Nacional de Nairóbi, os elefantinhos voltam para suas baias para o merecido soninho reparador.



                                                              Baias dos elefantinhos




Esse é Kiko, um bebê girafa encontrado sozinho, a ponto de ser atacado por leões no Parque Nacional de Nairóbi e salvo pelos anjos cuidadores dos elefantes. Ele ficará com os bebês elefantes até estar pronto para voltar à natureza.



Esse é Maxwell, um rinoceronte cego de nascença que foi rejeitado por sua mãe, Viverá toda a sua vida sob os cuidados da fundação, não tem condições de voltar à natureza. É muito amado e respeitado por todos.

sábado, 26 de março de 2016

Museu do Futebol - Uruguay

Para iniciar as postagens desse novo Blog, vou começar a falar sobre um das cidades mais queridas que já vivi: Montevidéu. E nada melhor que falar em uma das paixões de brasileiros e uruguaios: O futebol (inicialmente eu tinha publicado esse artigo no meu outro blog que se chama Vida na Turquia e Outras Cositas Mas, mas o tema não se encaixa por lá, então adaptei o artigo para esse novo espaço)

O Museu do Futebol está localizado na linda cidade de Montevideo, Uruguay, o local foi declarado pela FIFA como monumento histórico do futebol sendo construído na tribuna olímpica do estádio Centenário (estádio construído especialmente para abrigar a primeira copa do mundo, em 1930), possuindo uma sala de exibições, onde é possível ver todas as conquistas uruguaias em torneios mundiais (em todas as categorias), além de imagens de documentários futebolísticos. O museu foi reformado há alguns anos atrás e atualmente é um dos pontos turísticos da capital uruguaia de onde, através da torre, pode-se ter uma vista privilegiada da cidade.
Para os amantes do futebol o museu é um verdadeiro passeio no túnel do tempo, onde é possível apreciar cenas do mundo do futebol através de jornais, fotos e troféus que convidam o visitante a um mergulho na história desse esporte. E claro, quando o tema é o futebol, o nosso Pelé nunca é esquecido, ele tem um cantinho dedicado somente a ele, assim como Maradona também tem o dele. Além dos personagens ilustres e históricos do futebol mundial, o museu tem uma ala contemporânea, onde é prestada uma homagem especial à seleção uruguaia, "La Celeste", com dois painéis específicos onde são homenageados dois personagens principais da conquista do 4º lugar na penúltima copa do mundo, que são eles: Diego Forlán (eleito melhor jogador da copa de 2010) e Washington Sebastián Gallo, mais conhecido como "Loco Abreu" , um dos jogadores mais queridos pelo povo uruguaio.
O estádio Centenário está precisando urgentemente de reformas e é uma tristeza ver um local histórico como este tratado com descaso, mas mesmo assim, a visita ao local e ao museu é bastante interessante pela importância histórica do esporte na América do Sul.
O museu está aberto de quarta a sexta-feira de 10 às 18 horas; sábados e domingos de 10 às 14:30h.





                                                      Vista do Estádio Centenário


                                                        Vitrine do "Loco Abreu"
                                                   


                                                                 Vitrine do Pelé



                                                           Réplica da taça Jules Rimet



                                                 Panorama da parte térrea do museu



                                                     Vista interior do museu


                                                            Vista interior do museu


                                                              Vitrine do Maradona
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